Atualidade da História da Misericórdia de Tentúgal

“Fazer o Bem, sem olhar a quem”


Com o passar do tempo, a Misericórdia de Tentúgal passou a ser uma Instituição de grande importância para a região e já nos finais do séc. XVII iniciou-se a construção da Casa do Despacho que terminou em 1756. Este edifício tem planta rectangular, dividida em dois pisos e na fachada apresenta um portal de moldura rectangular encimado por friso decorado e brasão com escudo nacional. No primeiro andar tem quatro janelas de sacada, com varandim de ferro forjado. Naquele tempo a Santa Casa, além do Capelão, tinha também escrivão e serviço de notariado, com cartório na sala que antecede o Salão Nobre. Numa época em que ainda não havia Bancos, a Misericórdia de Tentúgal também tinha actividade fiduciária, emprestando dinheiro aos mais pobres para que pudessem fazer os seus negócios. No Salão Nobre ainda existe um cofre, vulgarmente chamado de “burra”, onde se guardava o tesouro da Santa Casa e também as “Divitiae Pauperum”, isto é, as esmolas para acudir aos mais pobres nas suas doenças ou funeral e também para distribuir pelos mais necessitados na Quinta Feira Santa ou Quinta Feira de Endoenças.
A Misericórdia sempre foi uma instituição de grande prestígio e quando no início do sec XX o Convento do Carmo de Tentúgal foi encerrado e os seus bens vendidos, o Dr. António Soares Couceiro, Provedor da Misericórdia, adquiriu alguns desses bens destacando-se entre eles, uma escultura em madeira de Barroco Português, representando um “Ecce Homo” e que hoje está exposta na Tribuna dos Mesários. Este ilustre Provedor, ao ver os riquíssimos bens do Convento do Carmo a sairem de Tentúgal, vendidos ou arrolados para o Museu Machado de Castro, para o Museu Nacional das Belas Artes e outros, ofereceu-se como fiel depositário de algumas das imágens de grande devoção do povo de Tentúgal, comprometendo-se a devolvê-las à Igreja do Carmo e assim o fez em devido tempo. No entanto, no fim da primeira metade do sec. XX, em virtude das políticas do Estado português, a Misericórdia entra em decadência económica e encerra toda a sua actividade, que estava centrada no cumprimento do Compromisso instituído pela Rainha D. Leonor e que se baseava na execução prática das “Obras de Misericórdia” - dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, cuidar dos enfermos … etc.
Na década de oitenta o sr. P. José Gonçalves em conjunto com alguns elementos da Irmandade e o apoio da Cáritas Diocesana, revitalizaram a Misericórdia criando os serviços de Centro de Dia e de Apoio Domiciliário, dando assim assistência à população idosa da freguesia de Tentúgal e lugares limitrofes.
Já no final do sec XX, a Misericórdia recebeu por doação de Adrião Forjaz de Sampaio, o edifício do antigo Solar da família Viegas de Morais, para aí instalar a Valência de Lar. Este edifício, cuja fachada é uma obra de arquitectura barroca, situa-se do lado sul da Igreja da Misericórdia.
Hoje a Misericórdia de Tentúgal continua a prestar apoio à Anciania e a todos os que precisam de ajuda e é uma mais valia no tecido empresarial de Tentúgal, pois é uma pequena empresa que garante emprego a vinte e duas funcionárias e dá suporte e apoio às famílias que pedem ajuda para garantir o Bem-estar dos seus Idosos.

Elaborado por Maria de Lurdes Santiago



Missão

A Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Tentúgal tem como propósito a prática das Catorze Obras de Misericórdia, tanto corporais como espirituais, visando o serviço e apoio com solidariedade a todos os que precisam. A Instituição pretende dar uma resposta eficiente e veloz nas respostas sociais que a constituem.



Visão

Ser uma Instituição integrada na comunidade, de excelência na promoção dos serviços prestados nas várias respostas sociais de intervenção, aliada a outros parceiros sociais.



Valores

• Solidariedade
• Ética
• Igualdade
• Responsabilidade
• Respeito
• Profissionalismo e Rigor

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